Voz d’alma
Branquinha,
antes de nascer, prometi que seria teu filho em coração. Por circunstâncias do caminho, eu precisava vir por outro ventre e encontrar, em sangue, alguns amores e desafios; combinamos, por isso, que gerarias meus irmãos e casarias com quem me deu a vida, para que partilhasses da experiência de me fazer crescer. E hoje, por isso, sinto tua falta: falhamos, branquinha. Não cumpriste o dever assumido em Deus, e não fui capaz de te amar ao ponto de me submeter ao machucado. Não foi fácil me afastar… Te amo, mãezinha, apesar de não me amares. Perdoa-me por isso; um dia, quem sabe, te compreenderei. Por hoje, relego-me apenas a confiar em Deus; quem sabe, algum dia, consigas ser minha segunda mãezinha.
Teu, ou apenas meu,
Juquinha.
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