À Gabryele Dias por seu 20° aniversário.
Hoje é aniversário de uma das pessoas que mais amo no universo: Gabi, minha grande amiga, a minha mônica do meu eu-eduardo, a minha paixão de mentirinha e a nossa futura melhor doutora dos remédios.
Gabi, a menina que me fez perceber que eu olhava de canto com a cabeça caída; que riu espontaneamente dentro de um ônibus quando minha tia-bisavó descansou, me causando gargalhadas; que me falou que eu via a vida como um livro, onde as pessoas são personagens e as experiências, fases; a menina mais autêntica que eu conheci e que podia, facilmente, ser a musa inspiradora de uma canção de Armandinho, por ser de uma beleza interna e externa que, como afirma o cantor, é bênção da Mãe Natureza.
No livro de minha vida, Gabi é uma figura central, a moldura de muitos momentos e a fôrma que moldou muito da minha própria autenticidade. A senhora das falas mais potentes da minha série e uma das personalidades com maior aceitação do meu público.
E só quem me conhece há muito, sabe a intensidade do que digo. Uma prima, certa vez, me falou, muito sabiamente, que eu precisava me permitir ser adolescente, e foi com Gabryele, que aprendi não somente a me permitir, mas a ser adolescente, essencialmente jovem, solar, feliz.
Como canta Renato, nós nos encontramos sem querer e conversamos muito mesmo pra tentar se conhecer, em um fim de tarde de dezembro, na saída da escola, sem imaginar que seríamos tão amigos e tão importantes na caminhada um do outro. E também brigamos juntos muitas vezes depois, mas sempre se reconectando e resolvendo tudo com muita facilidade e diálogo, em meio a todos os nossos exageros, pois somos exagerados. Já dizia Cazuza: nossos destinos foram traçados na maternidade.
Te devo mil rosas roubadas, Gabi, mas se ainda não te posso pagar a promessa feita pelo nosso Agenor, posso, ao menos, te desejar aquilo que meu coração anseia: a felicidade constante e incessante em tua vida. Os dias pacíficos, as praias em dias de sol, os céus de nuvens geométricas e o afeto de uma música dedicada. Te desejo à luz que teus próprios pés semeiam e a fortaleza da tua própria resiliência, e caso um dia nada mais te interesse, te desejo a lembrança de que afinal (sempre) te restará a vida, como sabiamente afirmava meu primo Carlos Pena Filho, que partilha contigo, a doçura de ser a arte em existência.
Te amo, exageradamente!
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